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Número de recuperações judiciais cai 14,6% no primeiro mês do ano

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O número de recuperações judiciais, registrado pelo Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, passou de 96 em janeiro do ano passado para 82 no mesmo mês de 2017, o que representa uma queda de 14,6%. Já as falências requeridas atingiram 92 ocorrências em janeiro deste ano, caindo 8,9% em relação ao período no ano passado, quando 101 requisições foram registradas.

A maioria das requisições de recuperação judicial foi realizada por micro e pequenas empresas (52), enquanto as médias empresas somaram 18 requerimentos e as grandes companhias, 12. As recuperações judiciais levantadas em janeiro de 2017 são 43,4% inferiores ao número de dezembro de 2016, quando foram registradas 145 solicitações.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recuo de janeiro para janeiro do número de pedidos de recuperações judiciais pode ser um sinal de que, com as reduções da taxa básica de juros e com a expectativa de saída da recessão, essa estatística esteja demonstrando seus primeiros sinais de estabilização, após ter atingido recorde histórico no ano passado (1.863 pedidos).

Sobre os pedidos de falência, em relação a dezembro, quando os pedidos chegaram a 134, a queda foi de 31,3%. Das 92 falências requeridas em janeiro de 2017, 53 foram de micro e pequenas empresas, 18 foram de empresas médias e 21 de grandes empresas.

Para o advogado da Fernandes Advogados, Luciano Fernandes, a redução das recuperações judiciais, todavia, não significa uma retomada no crescimento das empresas. “Ao contrário, tudo indica que a inadimplência, muito devido à crise econômica, ainda assola gravemente o mercado empresarial brasileiro. Essa redução pode estar relacionada à gravidade da crise e não a uma projeção de melhora a curto e médio prazo. É neste cenário que o processo de Recuperação Judicial se traduz em importante ferramenta de gestão empresarial”, explica.

 

Recuperação Judicial
A recuperação judicial (Lei nº 11.101/2005) é a ferramenta que deve ser utilizada pelo empresário que está insolvente. A lei garante ao pequeno empresário, de forma mais específica, um parcelamento das dívidas com bancos, fornecedores e trabalhadores. Há ainda, o benefício fiscal do parcelamento das dívidas com prazos superiores aos usualmente divulgados. A recuperação judicial é ferramenta de gestão empresarial.

Com informações da Agência Brasil