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Imóveis em leilão oferecem preços atrativos, mas podem trazer armadilhas para o comprador

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Com o aumento das taxas de juros da Caixa Econômica Federal, principal agente financiador imobiliário do país, quem pretende comprar um imóvel nos próximos meses está à procura de alternativas. Uma boa opção pode ser a compra em leilão. Mas, apesar dos preços atrativos, o negócio pode custar caro no final se o comprador não tomar alguns cuidados.

Um dos principais pontos a serem observados é a ocupação do imóvel. Em caso de haver morador ou inquilino, é preciso entrar na justiça com uma ação de imissão de posse ou esperar o fim do contrato de aluguel para pedir a desocupação.

Quando o imóvel está ocupado, é mais difícil realizar uma visita prévia, impossibilitando que o comprador avalie o estado físico de conservação do imóvel. Esta avaliação anterior é importante também para analisar se o preço cotado está condizente com a realidade.

Outra questão que deve ser observada por quem pretende dar um lance é a quitação de dívidas. Antes de fazer uma primeira oferta o comprador deve se certificar que as contas de IPTU e condomínio, por exemplo, estão zeradas, ou então, estar ciente de que essa dívida deverá ser assumida por ele depois que acertar a compra. Para descobrir o tamanho das contas não pagas o interessado pelo imóvel deve ir à prefeitura.

A melhor maneira de saber sobre essas e outras questões é ler atentamente o edital do leilão. Lá devem constar todas as informações fundamentais para quem quiser adquirir um imóvel dessa maneira. Nessa hora, a assessoria de um advogado é bem-vinda, já que muitas vezes algumas informações ficam “escondidas” para quem é leigo no assunto.